DISFORIA DO GÉNERO espaço não oficial

03
Ago 08

Políticas públicas

No processo judicial, a União, posicionando-se contrária à solicitação do Ministério Público de que o SUS custeasse a operação de redesignação sexual, questionou a legalidade do procedimento, alegando o caráter experimental da cirurgia e a impossibilidade de recursos orçamentários a demandas individualizadas. Para Edvaldo Couto, a transexualidade é uma questão de saúde pública. “É um problema social, de pessoas desajustadas fisicamente e com problemas psicológicos. Isso gera problemas com a família, com a escola, com instituições diversas”, pondera. Esses desajustes físicos contribuem para empurrar tais pessoas para profissões sub-qualificadas, autônomas ou geralmente associadas às ‘minorias sexuais’, como as atividades relacionadas à beleza.
Tatiana Lionço, psicóloga, consultora técnica do Ministério da Saúde, no Comitê Técnico Saúde da População GLTB (Gays, Lésbicas, Transgêneros e Bissexuais), do programa governamental Brasil sem homofobia e pesquisadora da ANIS - Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, acrescenta que, ao ser contemplada pelo SUS, a transexualidade deve ser encarada como uma questão social e a readequação sexual, um direito humano fundamental. “É necessário compreender a saúde não apenas do ponto de vista biologizante ou epidemiológico, mas, sobretudo, em suas determinações sociais”, afirma a pesquisadora.
Os transexuais comemoraram a conquista. Millena Passos pretende procurar o Hospital das Clínicas para submeter-se ao procedimento de redesignação sexual. “Tenho que fazer a cirurgia para adequar o corpo à alma”. Em países como Equador, o procedimento particular custa de R$15 mil a R$20 mil. Nos Estados Unidos, pouco menos de R$30 mil. Devido aos altos custos, poucos transexuais podem pagar pelo procedimento. Edvaldo Couto conclui: “então o que sobra para a maioria? Uma marginalidade completa, muito suicídio e muita mutilação. A gente tem um drama social que envolve muitas pessoas”.
 
publicado por UNO às 14:12

TARDES DA JÚLIA A TRANS É UMA DOENÇA?
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ARTIGO 55.º (Transsexualidade e manipulação genética) 1. É proibida a cirurgia para reatribuição do sexo em pessoas morfologicamente normais, salvo nos casos clínicos adequadamente diagnosticados como transexualismo ou disforia do género. (Redacção introduzida pelo Plenário dos Conselhos Regionais de 95.06.03) 2. É proibida a manipulação genética no Ser Humano.
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